Os números são utilizados para esconder ou dar valor ao que não existem! Os donos do discurso, raramente, se deixam revelar quando estão se servindo dos números.
É como a Igreja que nunca soube quando há ou não alma no feto, mas utiliza da biologia para definir por sim ou não pelo aborto! A ciência é apenas útil onde serve aos interesses. O uso instrumental de dados e números calam as pessoas.
Se um político diz que investiu em hum milhão de reais em cultura, isso é mais impactante do que dizer que fez um grupo de trabalho cidadão com debates intensos sobre a democratização das verbas públicas para a cultura.
Interessante é que estamos domesticados a ir superficialmente nas informações. Um dia, um jornal desafeto de Fábio Nougueira pediu para eu falar mal do teatro municipal e as verbas para sua finalização (2 milhões)! Claro que sou favorável a um bom teatro para a cidade. Seria burro em dizer de teatrinhos por toda a cidade igual são as dezenas de teatro de arena que estão por Prudente sem sua função original, aliás, nenhuma função!
Toda a política cultural dos pequenos aos grande municípios é centralizada, sob várias argumentações falsas e uma verdadeira! Há pouca verba para a cultura! Em Prudente não passa de 0,05 % em ação cultural propriamente dita! O resto é com salário e manutenção da estrutura. Ai sob para 0,3% do orçamento municipal! Uma pérola no Brasil, segundo os dados do IPEA.
O problema continuará ser sempre o mesmo, mais verbas faz o povo e artistas ficarem quietos e na zona de conforto, mas cancela o exercício democrático e espalha a falta de contato com a população e os recursos públicos. Por isso a burguesia brasileira visita o exterior e não entende a cultura que lá se valoriza! Devemos aqui agradecer os tostões pontuais e esporádicos para a população! Pior são as cidades de veraneio! Que tudo é feito para turistas!
Nós cidadãos ficamos como os filhos de uma família que não sabe como e quanto custa por comida em nossas mesas.
Ainda temos que passar a adolescência e assumir a cidadania adulta! Por isso eu posso falar que Fabinho doce de leite Matarazzo de "Uma merda Pública Privada!", pois ele não está só!